Como contornar os problemas típicos das viagens, da bagagem que sumiu à dor de dente em Miami.

• Aeroportos lotados, gente dormindo nos bancos em frente do balcão, crianças berrando, funcionários mal-humorados, bagagens que desaparecem e aviões que não decolam nunca – que delícia, chegaram, finalmente, as férias. Embora se arrisquem a um stress tão grande quanto o que sofrem durante o ano de trabalho, centenas de milhares de brasileiros fazem suas malas e partem para o mundo, dispostos a se distrair, conhecer lugares e, naturalmente consumir. É alta temporada na Europa (de 15 de dezembro a 31 de janeiro) e nos Estados Unidos ( de 10 de dezembro a 5 de Março), o período de maior tráfego aéreo durante o ano. Nessa época, ninguém, nem com título de nobreza está livre de enfrentar dores de cabeça nos hotéis e aeroportos do Hemisfério Norte.A duquesa de York, Sarah Ferguison, teve suas jóias roubadas no aeroporto de Nova York, em mais um dos 5 milhões de casos de violação e extravio de bagagem que acontece anualmente no mundo. Diversamente dos mortais comums, Fergie teve a sorte de reaver seus diamantes. Para que o viajante brasileiro, sem pistolão no Palácio de Buckingham, não se exponha tanto aos perigos do mundo turístico, VEJA ouviu quarenta pessoas, entre agentes de viagem e viajantes habituais, para responder às dúvidas mais comums a respeito da "sobrevivência nas férias". Seus conselhos:

VALE QUANTO PESA
As regras sobre o tamanho, o peso e a quantidade de malas nas viagens de avião são para valer?
Quando se vê uma fila de embarque de brasileiros, parece que não – mas elas existem e podem reservar supresas desagradáveis.As variações dependem do avião e do tipo de passagem.Informalmente, também contam a lotação do avião, a pressa dos funcionários da companhia aérea para o embarque e sua boa, ou má vontade. Em viagens para a Europa, o limite de peso é: 20 quilos na classe econômica e 40 na primeira. Para os EUA e Ásia, o cálculo é por peça: 2 malas de no máximo 32Kg cada, na econômica. Nas linhas nacionais, o limite é de 20 quilos. Quem passar disso e não conseguir arrancar um "chorinho", paga uma taxa, que varia em função do vôo. Menos conhecido é o limite para a bagagem de mão – de 5 quilos ou 115 centímetros. A Associação Internacional de Transporte Aéreo, IATA, permite que se cobre multa também dela. "Levei um susto quando a Varig me taxou em 49 dólares por quilo no vôo Amsterdâ - Paris - São Paulo ", conta Leon Cakoff, organizador da Mostra de Cinema de São Paulo.

Quem quiser arruinar-se pode abusar no peso?
Pode. O limite é quanto você se dispõe a pagar, mas se houver malas demais a companhia pode despachar alguns volumes apenas no vôo seguinte. Algumas empresas exigem pagamento do excesso em dinheiro, outras aceitam cartão de crédito. Consulte a companhia para saber as taxas no seu vôo e faça as contas: pode sair mais barato despachar as compras pelo correio ou por um serviço de COURRIER; como Federal Express ou MBE.

DIÁSPORA DAS MALAS
O que posso fazer para evitar que percam minha bagagem?
Nada. Mas pode torná-la reconhecível para que seja localizada mais facilmente. Nos Estados Unidos,8% dos passageiros que viajam de avião têm algum volume perdido, roubado ou danificado. Miami é o aeroporto em que mais se perdem bagagem, em seguida vem Nova York." Encho minha mala de fitinhas do senhor do Bonfim, para ninguém confundir". Conta o cantor sertanejo Sérgio Reis, que faz em média doze viagens por mês.

E se nem o senhor do Bonfim ajudar e a mala sumir?
Espere a fúria assassina passar. Em seguida "preencha um boletim de reclamação na hora, no balcão da companhia.Aguarde dez dias, que é o tempo regulamentar para dá-la como perdida. Envie uma carta para a empresa pedindo ressarcimento dos danos. Se ela não responder entre na Justiça", orienta o advogado Luiz Antonio de Oliveira Mello, presidente da Associação das vitímas de Atrasos Aéreo. AVA. A convenção de Varsóvia, que regula o transporte aéreo internacional, estabelece a ridícula indenização de 20 dólares por quilo de bagagem. Se o passsageiro tiver notas fiscais provando que a mala continha bens de valor maior, pode abrir um processo – ganhará na certa. A Justiça também manda pagar o preço da mala. A tramitação é mais rápida no Juizado de pequenas Causas. A paulista Rosana Vieira Barbosa voltava de uma viagem a San Marteen, no Caribe, quando percebeu que a Air Vias havia dado sumiço num aparelho de som de 300 dólares. "Abri o processo em fevereiro. Na semana passada, me entregaram outro", festeja ela.

E se a bagagem chegar danificada?
O viajante tem direito ao ressarcimento no valor da mala, desde que seja a pessoa mais organizada do universo e tenha notas fiscais para comprovar o seu preço. Antes dessa providência, tente checar se ela não foi violada de propósito – nesse caso, ponha a boca no mundo, chame testemunhas e avise a polícia. Traficantes podem "plantar" drogas nas malas de estranhos no aeroporto, para recuperá-las mais tarde. "Fecho sempre as sacolas com um cadeado, às vezes dois, e ainda passo uma silver tape ( fita adesiva reforçada) por cima. Não fica bonito, mais isso é detalhe", aconselha Fábio Ingel, vice campeão brasileiro de esqui, que viaja com montanhas de equipamentos para vários lugares do mundo.

LOTAÇÃO ESGOTADA
O que devo fazer se for pego no overbooking e não puder embarcar?
O overbooking é permitido por lei e pela IATA como medida preventiva, para evitar que os aviões decolem com menos passageiros que o previsto. Mas o infeliz que fica plantado no aeroporto também tem seus direitos – frenquentemente desrespeitado. "A companhia precisa embarcá-lo em outro avião, para o mesmo destino, em menos de quatro horas. Passado esse prazo, ela é obrigada a lhe fornecer uma refeição e encaminhá-lo a um hotel até que resolva o seu problema. Além disso, tem de pagar uma indenização. O passageiro pode cobrar isso na Justiça", explica Mello, presidente da AVA. Para tentar evitar o overbooking, deve-se pedir à agência de turismo um print da reserva e exigir passagem com assento marcado. Se houver excesso de passageiros, os de poltrona numerada embarcam primeiro.

VIAGEM SEM FIM
Por que voar cansa tanto? Por que, depois de viagens longas, ficamos com aquela sensação de desconforto, que os americanos chama de jet lag?
Num Boeing,o oxigênio é tão escasso quanto numa cidade a 2 800 metros de altitude, como Sucre, na Bolívia. Isso causa tontura e moleza. A pouca pressão faz o corpo inchar e atrapalha a digestão. Ficar horas na mesma posição prejudica e cansa os músculos. O ar é seco demais, o que provoca desidratação e irrita as vias respiratórias. Para piorar, a mudança de fuso horário desregula os ciclos normais de sono e digestão. Viajar em direção ao leste é pior que viajar para o oeste. Calcula-se que seja necessário um dia de adaptação para cada hora de alteração no fuso horário.

Dá para aliviar o stress de um vôo longo?
Somente em parte. As dicas são conhecidas e raramente seguidas(principalmente a que proíbe bebidas alcoólicas). Tomar muita água e sucos para hidratar o organismo. Usar roupas folgadas e se espreguiçar facilitar a circulação.Conseguir pelo menos uma poltrona vazia a seu lado, por sorte ou habilidade, amplia o espaço vital. Algumas companhias já oferecem um folheto com exercícios simples, para fazer sentado mesmo. "Sempre que viajo faço exercícios de alongamento e aterrisso muito melhor", garante o publicitário Mario Cohen.

Existem uma receita para evitar o jet lag?
Quem tem disciplina de monge zen pode tentar o seguinte programa de alimentação recomendado pelo Laboratório Nacional de Argonne, nos EUA, para evitar a ressaca de viagem: Três dias antes, coma apenas saladas e tome sucos e sopinhas. Um dia antes, coma bem e não tome café nem refrigerantes. No dia da viagem, só coma a comida do avião se ela chegar no horário de uma das refeições do lugar onde você irá aterrissar.

TERROR NA CHEGADA
Mesmo com o visto para países que o exigem, posso ser barrado?
Pode. Exigências drásticas para conceder o visto, como as feitas pelo consulado dos EUA que só falta aplicar o soro da verdade nos viajantes, garantem a viagem apenas até o aeroporto. Dali em diante, é a imigração que decide quem entra ou não. Até nos países que dispensam o visto para brasileiros é bom se prevenir para não passar por uma das experiências mais constrangedoras conhecidas pelo ser humano – a Inglaterra,por exemplo, despacha de volta para casa cerca de 500 brasileiros a cada ano. Leve carteira de motorista, cartão de crédito internacional e cópias das reservas dos hóteis. Ter passagem de volta, já marcada, também ajuda. Em países como Itália e a Espanha, por exemplo, é recomendável dispor de 50 dólares por dia de estada – e um mínimo de 500 dólares. Jovens solteiros, com aquele jeitão de quem não tem muito compromisso na vida, são os mais visados como suspeitos de imigração clandestina. Quem for ficar hospedado em casa de amigos e se sentir particulamente paranóico, pode arma-se com uma declaração dos anfitriões. Na Itália, é bom que ela seja carimbada na delegacia. Os funcionários dos serviços de imigração também gostam mais de passaporte com vida útil de seis meses após o final da viagem.

E se baterem a porta na minha cara?
Você tem direito de requisitar um intérprete, se perceber que está havendo um mal-entendido, ligue para o consulado brasileiro e peça que o ajudem a esclarecer a confusão. "Se nada disso resolver e você for despachado de volta, pode pedir indenização na Justiça. Mas esteja pronto para gastar dinheiro", resume o advogado Paulo Wiedmann, consultor da Associação Brasileira de Agentes de Viagem.

ACERTO DE CONTAS
Quando é melhor pagar com cartão, traveller’s check ou dinheiro?
Na Europa Ocidental e nos EUA, praticamente qualquer estabelecimento aceita cartão. Essa é também a forma de pagamento mais prática para grandes despesas, como aluguel de carro, pagamento de diárias ou extras de hotel. O dinheiro vivo, para despesas menores, deve ser calculado de acordo com o orçamento do viajante – com o cuidado de reservar um extra, para emergência. Os traveller’s checks permitem driblar a desconfiança de alguns lojistas europeus em relação a cartões de crédito brasileiro.

Qual a vantagem de um cartão de crédito internacional?
Na compra de passagens internacionais, ou quando são usados para aluguel de automóveis, eles dão direito a seguro contra acidentes, extravio de bagagem, cobertura médica em caso de doenças não preexistentes, assistência jurídica e até reserva antecipada de ingresso para cinema, teatro e ópera. Usar o seguro do cartão pode abaixar o preço do aluguel de um carro em ate50% mas vale a pena prestar atenção no contrato. O seguro da Mastercad, por exemplo, não dá cobertura a automóveis como BMW e Mercedes. O Visa só vale para os EUA e Canadá. A maioria dos seguros não cobre jipes e minivans. A desvantagem é a mesma que se enfrenta nos shopping centers tupiniquins: gastar demais e passar por um período de falência pós férias.

E dos traveller’s checks?
São mais seguros, embora nem todos os comerciantes os aceitam, nem haja sempre um posto de troca à mão."Na Europa Oriental, no Oriente Médio, fora de Israel, e na África, não se recomenda usar os TCs. Nos países que sofrem sanções econômicas dos EUA, como Cuba, eles não são aceitos". Explica Eduardo Octaviano, gerente da Amex.

IMPULSO SELVAGEM
Como funcionam os passes de avião, vendidos por algumas companhias americanas? Vale a pena viajar com eles?
São carnês de passagem aéreas que dão direito a voar uma quantidade determinada de milhas ou parar em um número preestabelecido de aeroportos. Seu preço, em média, é 30% menor que o das passagens regulares. São vendidos apenas para estrangeiro, e o primeiro trecho precisa ser confirmado ainda no Brasil. Viajar com eles é um bom negócio, desde que os turistas sejam prevenidos e cheguem ao aeroporto bem antes do horário determinado para o check-in. Na hora da superlotação, os bilhetes sem descontos têm prioridade para embarque.

Como posso telefonar para casa sem gastar uma fortuna?
Não ligando dos hotéis, que cobram taxas de até 30% sobre as ligações interurbanas. "No hotel, sempre desço ao saguão para ligar do telefone público", explica o empresário Celso Becker, dono de uma confecção em São Paulo. Outra opção é comprar um cartão de telefone – as ligações saem mais baratas do que aquelas feitas a cobrar ou pagas com moedas. Quem tem cartão de crédito Visa pode ligar através da central Visa phone, que dá descontos de 50% nos interurbanos.

DE GRAÇA É MELHOR
Como funcionam os programas de milhagem das companhias aéreas?
Existem dois tipos de programas de premiação. Uns dão passagens ou bônus em função da freqüência dos vôos (caso TAM), outros levam em conta a quantidade de milhas percorridas (caso da VARIG, American Airlines).

Vale a pena inscrever-se neles?
O primeiro é indicado para quem viaja com freqüência, mas não a distâncias muito grandes – basta fazer cinco viagens de ida e volta na TAM para ganhar uma passagem extra. Os programas de milhagem propriamente ditos beneficiam quem percorre distâncias grandes ou tem um cartão de crédito conjugado. No primeiro caso, uma viagem São Paulo – Tóquio – São Paulo(22 988 milhas) ou duas viagens Rio – Paris – Rio (22 800 milhas) já preenchem o mínimo exigido pela Varig (20 000 milhas) para dar uma passagem extra dentro da América do Sul. O cartão de crédito associado às companhias aéreas ajuda a engordar a conta, porque cada dólar gasto equivale a uma milha extra de crédito. Tome cuidado, porque nem todos os vôos contam pontos – é o caso de bilhetes endossados para outras companhias. Em alguns programas, as milhas podem ser trocadas não apenas por passagens aéreas, mas também por diárias de hotéis ou locação de automóveis.

DOMANDO AS FERAS
É possível viajar com crianças pequenas sem voltar pedindo uma temporada num hospital psiquiátrico?
Fora do mundo encantado da Disney e de hotéis de lazer com programação específica para os pequeninos, é uma temeridade. Prepara-se para 24 horas de maratona- e cara feia dos vizinhos de vôo. Leve uma foto recente para ajudar a localizar os pimpolhos quando eles se perderem no parque de diversões.

Que precauções de segurança devo tomar para despachá-las sozinhas?
"Primeiro, certifique-se de que a agência que está levando as crianças é especializada. Depois, não dê muito dinheiro aos garotos – deixe o grosso do orçamento em traveller’s checks, e entregue-os ao guia", enumera Marcelo Sanovicz, agente geral da Britsh Airways no Brasil. Se tem fé, reze.

Como acalmá-las naquelas intermináveis viagens de avião?
O ideal é tomar a iniciativa. Antes que elas criem suas próprias atividades de lazer, brincando com os sacos de vômito ou mastigando os fones de ouvido, crie um programa para mantê-las ocupadas. Leve brinquedos novos – quanto mais novos, menor a chance de a criança enjoar deles. Se o mimo estiver embrulhado, melhor ainda, porque bebês passam muito tempo distraídos com as embalagens. Crianças maiores devem ser plantadas na janela, porque se distraem com a paisagem e têm menos oportunidades de se espalhar pelo corredor. Diane Fairechild, autora de livros de dicas de viagens nos Estados Unidos, diz que a criança fica mais interessada quando ajuda a planejar as férias. "Convide-a para dar sugestões no roteiro e fazer as malas com você. Faça um mapa e, durante o vôo, mostre o trecho onde vocês estão", sugere. "leve um bicho de pelúcia, que vai ajudá-la a dormir." Reze.

HOMENS AO MAR
Como posso escolher a melhor cabine para um cruzeiro marítimo?

Num navio, o mais caro não é necessariamente o melhor. A vista das cabines superiores, maiores e mais caras, pode estar bloqueada por pilastras ou botes salva-vidas. Observe bem a planta do navio antes de comprar: para quem não faz questão de ser acordado com o sol na escotilha, quartos sem janela são mais baratos. Se você é claustrofóbico e precisa enxergar o mundo exterior, certifique-se de que a janela prometida não é apenas uma escotilha minúscula. O quartos mais tranqüilos ficam ao lado dos escritórios, lavanderias e almoxarifados, fechados à noite. O maior barulho é perto da cozinha, dos teatros, boates, restaurantes, elevadores e escadarias. As cabines próximas ao motor (no fundo), as âncoras e correntes (na frente) são barulhentas e têm até 2,5 metros quadrados a menos que as centrais.

Como faço para não enjoar?
Importe emplastros de escopolamina, substância que evita enjôos e é vendida para mergulhadores nos Estados Unidos e na Europa.

PÉ NA ESTRADA
Como posso alugar um carro pagando menos?

Reservando com antecedência, ainda no Brasil, tudo fica mais fácil. Em Miami, um Chevrolet Corsica, alugado por uma semana, sai em média 258 dólares, mais quilometragem. Reservado no brasil, custará 169,95 dólares, com quilometragem livre. "A tarifa de balcão é sempre mais cara", explica Sérgio Guanais, diretor da Avis no Brasil. O pagamento só é feito na devolução do veículo, geralmente com cartão de crédito. O cartão funciona como garantia – sem ele é preciso depositar uma caução em dinheiro. Ao alugar, cuidado com as letras miúdas do contrato. Na Europa, por exemplo, quase nenhuma locadora permite que seus carros entrem em países do Leste, porque as seguradoras não cobrem os riscos de assalto. No aluguel, exija a tarifa combinada por escrito, para evitar confusões.

Ainda são freqüentes os assaltos a carros de locadora em Miami?
Diminuíram bastante, pela ação da polícia e pela troca das placas, que não são mais imediatamente reconhecíveis. São elas que "entregam" o carro alugado. Na frança, por exemplo, não aceite se tentarem empurrar – lhe um Citroën ou um Renault com placa vermelha de iniciais TT. Eles são muito manjadas – e roubados.

CUIDADO COM TÁXI
Em Miami e Nova York, é mais econômico alugar um carro, pegar táxi ou andar de ônibus?
Em Nova York, alugar um carro costuma sair caro. O mais recomendável é pegar o metrô, que durante o dia é seguro, e para os apressadinhos, táxi. "Recomendo o táxi amarelo, que é o oficial e é seguro. Mas os radiotáxis, mais baratos, também são o.k ", avalia o produtor cultural Nelson Motta, que mora na cidade há quatro anos. Em Miami, onde os motoristas de táxis são tão confiáveis quanto no Brasil, é preferível alugar um carro.

Minha carteira de motorista é levada a sério no exterior?
Pela lei deveria ser. Mas os policiais americanos não costumam ser muito simpáticos com aqueles chicanos que circulam de um lado para o outro em carros novos. Com documentos escritos em línguas ininteligíveis. "Tire uma carteira Internacional", recomenda o editor de livros técnicos Edgard Blucher, que viaja todo mês aos EUA.

EM CIMA DA HORA
Estou esquecendo alguma coisa?
Está, inevitavelmente. Alguns lembretes finais:
>> Tire xerox do passaporte, anote o número do cartão de crédito em lugar separado do próprio e mantenha pelo menos 100 dólares "escondidos", para caso de roubo ou perda.
>> Flanar pelo mundo sem destino e uma delícia - exceto quando se chega a Nagoya às 5 horas da manhã, sem reservas de hotel e com domínio limitado da língua japonesa. Reserve antes. Quem viaja fora de excursão, mas quer conseguir descontos nas diárias dos hotéis, deve fazer suas reservas através de uma agência de turismo de confiança. Elas conseguem preços mais baixos que as pessoas físicas.
>> Os hipocondríacos sentem - se mais garantidos com um seguro saúde internacional. "Só quem já perdeu uma obturação em Memphis, Tennessee, de madrugada sabe quanto isso é fundamental", observa o editor Edgard Blucher.
>> 72 horas antes de viajar, ligue para confirmar o vôo. Ele pode ter sido cancelado ou transferido dias antes, e você corre o risco de se deslocar inultilmente até o aeroporto. Ao confirmar, deixe um telefone de contato. No inverno, aeroportos podem ficar fechados por dias inteiros, e você poderá evitar uma martirizante jornada pelas geleiras.

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